Terminada mais uma década, será imperioso olhar - mesmo que o coração não queira ver aquilo que a razão jamais desmente – o quão pequeno se fez o Vitória nestes anos. O Vitória da nossa paixão. O clube que amamos sem saber muito bem como, nem quanto. O Vitória que adoptamos como nosso único clube e cuja massa associativa não passa despercebida a qualquer adepto de futebol. É este Vitória que, em 87 anos de história nunca se fez grande. Apenas um título digno de registo em tantos anos de história. Em tantos anos de batalhas. Podemos apregoar que somos únicos na forma como vivemos o clube, que somos diferentes na forma como defendemos o que é nosso e que somos ímpares no modo como apoiamos os nossos, mesmo em situações bem difíceis. Sim, é verdade. Mas a nível desportivo isso tem resultado em… zero. É verdade ainda que determinados clubes, nem com tantos e tão bons resultados consegue sair da mediocridade das suas assistências.